
Pode entrar que a casa é sua
é verdade que tudo aqui dentro
resplandece na sua presença
Tudo adquire um toque majestoso e singelo
que só a mulher consegue dar
Não repare na desordem,
nos livros do armário de cozinha
e o solitário pé de meia no sofá,
o açucareiro vazio na geladeira,
o barbeador na mesa de centro
É da minha natureza essa anarquia
Sou como um Karl Marx
na estante de astronomia
Porém só me submeto a sua ordem
a esse seu jeito de mulher
Se um dia você for embora
voltarei a ser o que era
Um homem plenamente caótico.
Tornar-me-ei então um ateu
que cultuará os sinais de sua passagem...
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